sábado, 12 de maio de 2012



Escrevo porque esta é a única forma de aproximação íntima e verdadeira com este ser estranho e cheio de interrogações, denominado EU.
Até porque eu falo até dormindo e escrevo até em sonho. Deve ser por isso que eu não canso em buscar-me, esta seria a única forma de encontrar caminhos exatos. Na loucura me calo, na sanidade, escrevo. Na dúvida, interrogo milhões de frases. Na certeza, protocolo cada momento.
E mesmo que eu esteja longe, estarei sempre perto. Enquanto nesta mente, surgirem ideias e estes lábios proferirem o som de uma alma inquieta e sonhadora, não haverá escuridão, cansaço ou limitação que calará a minha voz.

quinta-feira, 3 de maio de 2012



Supremo na vida são os momentos bons. Na maioria das vezes são discretos, mas existem. Nos arrancam suspiros, sorrisos ou simplesmente nada perceptível. Só percebemos depois. O depois é que traz a real verdade dos momentos. Que sejamos inteligentes o bastante para distinguir os momentos que realmente valem a pena na hora exata em que o mesmo acontece, como a lente de uma câmera que capta o momento certo quando a borboleta alça o voo. O resto simplesmente pouco importa, são só detalhes. Valorize só o que realmente lhe provoca risos verdadeiros, saudades saudáveis, suspiros de felicidades, surpresas agradáveis. E perceba então, que os momentos bons estão bem aí, escondidos na caixa de chocolate, no perfume que ficou na blusa, no abraço do amigo, no segredo confiado, na conversa sincera, na música nos fones de ouvido, na alegria em perceber cedo  que a vida é uma só e que os momentos bons , rodeiam nosso dia a dia.

terça-feira, 1 de maio de 2012



Este frio aconchega. Faz querer estar mais perto. Pede proteção. Pede acalento. Pede o quente. Pede o abraço. Pede a blusa esquecida no armário. Mais que tudo isso, pede VOCE. E mesmo debaixo desse cobertor, o vento sopra gelado. Sua falta atravessa as frestas das janelas, deita-se ao meu lado, bate em meu coração. São velhos invernos, boas lembranças, amor sem fim. Saudade de derreter-me naquele sorriso, até dormir feliz, felicidade aquela trazidas por aqueles braços, entoada por aquele coração, que trazia a balada a dois e minha canção de ninar.

sábado, 21 de abril de 2012


A paixão é vulnerável. O amor é forte. O amor de verdade chega bem depois da paixão. Quando você já conhece todos os medos daquela pessoa, todos os desejos, todos os defeitos, e mesmo assim, ela não deixou de ser perfeita. A paixão é um início, uma pequena escalada para embrenhar-se pelos caminhos do coração. Sim, dela poderá surgir o amor, ou não. Se o amor surge, é porque aquilo que era vulnerável, transformou-se em algo sólido e intensamente verdadeiro. Quando o amor chegar,agarre-o com todas as forças. Proteja-o, não se deixe levar pela ideia de que o tempo consome as coisas. O amor é inconsumível, cresce a cada dia que passa, o tempo o fortifica. Se um dia, se sentires neste momento sublime, levante as mãos aos céus e agradeça. O amor é o único motivo por estarmos neste mundo.

terça-feira, 3 de abril de 2012


Gosto daquela sensação da felicidade batendo no rosto. Como se aquela brisa leve fosse um singelo sopro que Deus carinhosamente nos faz, provando que a felicidade está ali, pousando sobre nossa face, roubando-nos um sorriso e fazendo brilhar nossos olhos. Confesso que me sinto criança todas essas vezes e percebo que a senhora felicidade existe sim. É, de vez em quando ela sai de nosso íntimo e resolve dar as caras e nos olhar bem de perto, provando que a vida ainda tem jeito, e que vale a pena viver, mesmo quando um turbilhão de dificuldades se mostra bem debaixo de nosso nariz. Ah, mas agora, saia daqui tudo o que me abala! A felicidade bate em meu rosto e ainda existe esperança de dias melhores. Eu sei que existe.

sábado, 31 de março de 2012


Ela delira. No fundo, ela teme um passo à frente. Ela quer continuar ali, como se o tempo pudesse congelar-se e não trazer mais aniversários.
E a vida passa em um cinema mudo. E as cenas correm em preto e branco.
E ela mesma se aplaude...
E ela abraça o travesseiro.
E o tempo acelera lá fora, em tons de vida real.